A história do azarado fiel pecador - Parte I
Bom, este é o meu primeiro post que não trata sobre a morte de um membro do Pink Floyd. Ao mesmo tempo, é sobre uma experiência que tive agora há pouco voltando do jogo de meu Todo Poderoso Timão.
Resumindo, toda vez que vou ver o poderoso in loco, ele perde (e geralmente chove também). Fazendo uso de licença poética e não conseguindo me libertar dos escritos do incomparável Eduardo Galeano (por favor, NUNCA tive a pachorra de querer me comparar a ele!!!), tive que escrever o que abaixo se segue, já me desculpando por eventuais erros de digitação e de não-adequação à reforma ortográfica.
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Minha vida de devoto praticante sempre foi abalada por um fato que os números não negam: toda vez que resolvo desafiar a escrita e vou ao estádio o Poderoso sofre um revés, preferencialmente acompanhado de chuva. Mesmo ciente de que meu voto de abstinência é parte constituinte da boa sorte alvinegra, um ano de privações e sofrimento foi demais para este pobre devoto que caiu em tentação e pecou. Confesso que parti de minha humilde casa já com a pior das intenções: não vestia uma única peça tingida da cor inimiga, sequer fizera uso de alface, couve, repolho ou semelhantes que compartilhassem da mesma coloração pecaminosa. Sozinho e como quem cometia o maior dos crimes – e não teria realmente sido? – desafiei a maldição e parti rumo ao templo corintiano de louvor.
Até agora não sei se a lágrima dispendida foi por ver a entrega da massa pulsante ou pelo irresponsável ato de traição que acabara de cometer, mas a verdade era que me sentia o próprio filho voltando à casa. “Ninguém vai ficar sabendo, vai dar tudo certo”, pensava, como quem se nega a acreditar na maldição que mais uma vez cairia sobre o escrete glorioso. Ao mesmo tempo, o filho que à casa reotrnava não se sentia bem-vindo ao lembrar que se ali estava, era fruto de pecado.
A chuva não era suficiente para incomodar pelo volume, mas cada gotícula que caía em mim era uma tonelada de remorso que se acumulava. A verdade era dura mas uma só: teria que aceitar meu destino a partir daquele momento e esperar por um milagre, o fim da terrível maldição daquele que foi proibido de demonstrar sua fé dentro do mais sagrado dos templos.
A bola rolou e a chuva deu um tempo. Esboçou-se um início de sol mas já sabia de que não passava de ironia da mãe natureza que não sei se deu uma paradinha para ver o poderoso (ninguém é de ferro, afinal de contas) ou se finalmente testemunharia a libertação deste tão injustamente condenado. Ao mesmo tempo em que as nuvens cinzentas retomaram seus lugares de direito, a bola começava a rolar de uma forma estranha, como se estivesse possuída. O vermelho e amarelo do esférico que todos creditaram à falta de bom gosto do fabricante na verdade era a própria gorduchinha ardendo em brasa, queimando no pé dos nobres mosqueteiros. Aos adversários, de uma pequena província não muito longe daqui, restou um misterioso surto de daltonismo, que fazia com que a bola rolasse calma e harmoniosamente entre eles, sem que a chama que nos incomodava os abaasse igualmente. Nosso maestro, o que ostenta a dezena em suas costas e que se fosse vivo nos tempos da inquisição teria ardido em uma fogueira justamente acusado de bruxaria, não era capaz de domar aquele ser enfurecido que teimava em pular e correr em direção ao porto seguro dos pés inimigos. Nosso capitão, clarividente comandante que tudo vê lá de trás, ousou furar todas as fileiras e, sozinho, dar um fim àquilo tudo. Seu golpe de cabeça viu a enfurecida esfera resvalar no travessão inimigo antes de sair para fora do campo de batalha. O impasse continuava...
Pouco depois, o que se viu foi a consumação do primeiro ato da tragédia: tento inimigo. Pouco pude fazer, mal pude ver. Dizem que o inimigo se encontrava em posição que, na guerra, chamam de impedimento. Pouco importa, nosso guardião mais querido, o do portão, fora covardemente derrotado. Um companheiro de fé ao meu lado culpava a indumentária do guardião negro do portão, que o fazia ficar igual a uma lombada enquanto o outro condenava a família do árbitro a uma temporada em cada um dos nove círculos do inferno danteano. “De novo não, de novo não”, repetia este pobre sofredor, em tom confessional, cabisbaixo, já prevendo o pior. Tal como nas tragédias gregas, sucedeu então o côro, desta vez à melhor maneira de um mantra, emanando ondas alternadas de “Timão ô ô” e "ô ô ô, Todo Poderoso Timão" que energizavam nossos jubilosos representantes co campo de batalha.
Para não ser injusto ao economizar nos detalhes, passados três quartos do combate o templo presenciou um milagre de nosso guardião do portão, que, sozinho, com uma só mão, parou uma flecha flamejante disparada por um inimigo a menos de um metro de distância e que anteciparia o fim da guerra. O anjo negro, que é protegido por um item mágico a ele confiado – chamam-no de “terço” –, fora avisado de que uma maldição terrível operava no templo naquela noite, ainda assim gritava palavras de incentivo a seus companheiros que, valorosamente, buscavam a reconquista da glória na batalha que estavam a um fio de perderem. Nosso homem pelo flanco destro, que muitos insistem em não reconhecer seu valor, usava suas botas de Mercúrio e nenhum inimigo era capaz de pará-lo. É importante lembrarmos também a sobriedade do companheiro de defesa de nosso capitão que, como seu próprio nome diz, pode ter um futebol esteticamente franciscano, mas de uma eficiência indiscutível. Meu favorito naquela noite, tenho que confessar, era o profeta, Elias. Talvez, por ter surgido como fogo e por proferir palavras que queimavam como uma tocha, a maldição da bola em chamas não o afetava, entretanto, ainda assim era pouco para tamanha desgraça.
Mas como a fortuna nem sempre sorri aos valorosos, quis que o mediador entre os dois exércitos – um infeliz cujo grande sonho era ser um daqueles bravos combatentes, mas que a falta de virtù os impossibilitou de seguir na carreira de soldado – assinalasse o chamado “pênalti”, ou seja, quando um dos soldados impede um inimigo de prosseguir dentro da área de perigo de 18 jardas utilizando-se de expedientes supostamente injustos (como se algo fosse justo numa guerra). A sentença não poderia ser mais covarde: chance de, covardemente, violar o portão inimigo com um golpe de curtíssima distância, 12 jardas, tendo apenas o guardião do portão à sua frente. Deu-se o segundo tento, sem que houvesse algo que nosso herói da longínqua terra setentrional chamada Bahia pudesse impedir, o que tornava mais óbvio que a maldição mais uma vez se repetia, assim como a chuva, que ironicamente voltara, ria de mim e de meu cada vez mais pesado fardo do fiel cuja missão era eternamente abrir mão do louvor para salvar a fé. Incrédulo, faltando um nono do tempo de batalha, não sabia o que fazer. Custava a acreditar que os nobres mosqueteiros mais uma vez fracassariam por minha culpa. Até o virtuoso maestro da guerra, aquele que suspeitavam ser um bruxo, fora substituído no campo de batalha pelo jocoso soldado de uma só perna, e que, reza a lenda, perdeu a melhor delas.
Diz a história que, ao fim das guerras, o grande líder, ao não conseguir mais vislumbrar a vitória, recorre ao suicídio para ao menos preservar a dignidade de seu povo. Em um ato de desespero, pensei que a mim, ainda que não se tratasse do líder da grande nação, cabia ao menos o ato do sacrifício visto que sabia ser eu a gênese da maldição que nos privava da vitória naquela árdua batalha e então, aos oito nonos do período regulamentar, retirei-me do solo sagrado esperando desesperadamente que o feitiço se desfizesse. Ao colocar o pé para fora do sítio sacrossanto, tenho a notícia de que, através da penalidade máxima, nosso exército conseguira violar o portão inimigo pela primeira vez e, minutos depois, o fizera de novo através de um golpe de cabeça daquele que, justamente por sua estatura, é apelidado de "Baixola". Ao fim do período regulamentar as duas tropas reconheceram a condição de igualdade e declararam que a batalha chegara ao estado que costumam chamar de “empate”, quando nenhum dos dois lados mostra-se superior.
Se por um lado saí feliz já que não fomos derrotados, fica evidente que mais uma vez a maldição sobre mim triunfou e que com ela continuarei a andar. Nada mais irônico para o nosso exército, que tem como um dos mais valorosos heróis um soldado cujo nome é o mesmo do grande filósofo, Sócrates, personagem de diálogos cujo fim não raramente era a aporia. O triste fato é que o que inicialmente me motivou a presenciar a batalha pessoalmente foi a promessa de um grande sábio de que a maldição se acabaria simplesmente pelo garbo de nosso exército, que, mesmo amaldiçoado, um dia sairá vencedor no campo de batalha mesmo tendo a mim como testemunha e então, o encanto seria desfeito de uma vez por todas.
A mim, cabe o dilema de decidir a respeito do que fazer. Nossa nação tem agora um soldado a quem são creditados inúmeros milagres, o que lhe valeu a alcunha de “fenômeno” e rumores dão conta de que essa lenda viva estará apta para o combate dentro de dois ciclos completos da lua. Sou fiel, e do fundo de meu coração desejo ver com meus próprios olhos o que esse guerreiro espetacular pode fazer, mas antes tenho dar fim a esta maldição porque se nosso novo virtuoso falhar, sei que a culpa será toda minha e, dessa forma, sei que a fúria de meus companheiros de fé sobre mim toda cairá. O que fazer? Colocar em risco a sorte de nosso escrete nos próximos confrontos em solo sagrado para que a maldição seja desfeita? Ou devo eu me recolher à minha insignificância e negar-me definitivamente o direito de presenciar os milagres do novo guerreiro que às nossas fileiras se juntará? Esta é a sina deste fiel sofredor que já não sabe mais o que fazer.
Resumindo, toda vez que vou ver o poderoso in loco, ele perde (e geralmente chove também). Fazendo uso de licença poética e não conseguindo me libertar dos escritos do incomparável Eduardo Galeano (por favor, NUNCA tive a pachorra de querer me comparar a ele!!!), tive que escrever o que abaixo se segue, já me desculpando por eventuais erros de digitação e de não-adequação à reforma ortográfica.
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Minha vida de devoto praticante sempre foi abalada por um fato que os números não negam: toda vez que resolvo desafiar a escrita e vou ao estádio o Poderoso sofre um revés, preferencialmente acompanhado de chuva. Mesmo ciente de que meu voto de abstinência é parte constituinte da boa sorte alvinegra, um ano de privações e sofrimento foi demais para este pobre devoto que caiu em tentação e pecou. Confesso que parti de minha humilde casa já com a pior das intenções: não vestia uma única peça tingida da cor inimiga, sequer fizera uso de alface, couve, repolho ou semelhantes que compartilhassem da mesma coloração pecaminosa. Sozinho e como quem cometia o maior dos crimes – e não teria realmente sido? – desafiei a maldição e parti rumo ao templo corintiano de louvor.
Até agora não sei se a lágrima dispendida foi por ver a entrega da massa pulsante ou pelo irresponsável ato de traição que acabara de cometer, mas a verdade era que me sentia o próprio filho voltando à casa. “Ninguém vai ficar sabendo, vai dar tudo certo”, pensava, como quem se nega a acreditar na maldição que mais uma vez cairia sobre o escrete glorioso. Ao mesmo tempo, o filho que à casa reotrnava não se sentia bem-vindo ao lembrar que se ali estava, era fruto de pecado.
A chuva não era suficiente para incomodar pelo volume, mas cada gotícula que caía em mim era uma tonelada de remorso que se acumulava. A verdade era dura mas uma só: teria que aceitar meu destino a partir daquele momento e esperar por um milagre, o fim da terrível maldição daquele que foi proibido de demonstrar sua fé dentro do mais sagrado dos templos.
A bola rolou e a chuva deu um tempo. Esboçou-se um início de sol mas já sabia de que não passava de ironia da mãe natureza que não sei se deu uma paradinha para ver o poderoso (ninguém é de ferro, afinal de contas) ou se finalmente testemunharia a libertação deste tão injustamente condenado. Ao mesmo tempo em que as nuvens cinzentas retomaram seus lugares de direito, a bola começava a rolar de uma forma estranha, como se estivesse possuída. O vermelho e amarelo do esférico que todos creditaram à falta de bom gosto do fabricante na verdade era a própria gorduchinha ardendo em brasa, queimando no pé dos nobres mosqueteiros. Aos adversários, de uma pequena província não muito longe daqui, restou um misterioso surto de daltonismo, que fazia com que a bola rolasse calma e harmoniosamente entre eles, sem que a chama que nos incomodava os abaasse igualmente. Nosso maestro, o que ostenta a dezena em suas costas e que se fosse vivo nos tempos da inquisição teria ardido em uma fogueira justamente acusado de bruxaria, não era capaz de domar aquele ser enfurecido que teimava em pular e correr em direção ao porto seguro dos pés inimigos. Nosso capitão, clarividente comandante que tudo vê lá de trás, ousou furar todas as fileiras e, sozinho, dar um fim àquilo tudo. Seu golpe de cabeça viu a enfurecida esfera resvalar no travessão inimigo antes de sair para fora do campo de batalha. O impasse continuava...
Pouco depois, o que se viu foi a consumação do primeiro ato da tragédia: tento inimigo. Pouco pude fazer, mal pude ver. Dizem que o inimigo se encontrava em posição que, na guerra, chamam de impedimento. Pouco importa, nosso guardião mais querido, o do portão, fora covardemente derrotado. Um companheiro de fé ao meu lado culpava a indumentária do guardião negro do portão, que o fazia ficar igual a uma lombada enquanto o outro condenava a família do árbitro a uma temporada em cada um dos nove círculos do inferno danteano. “De novo não, de novo não”, repetia este pobre sofredor, em tom confessional, cabisbaixo, já prevendo o pior. Tal como nas tragédias gregas, sucedeu então o côro, desta vez à melhor maneira de um mantra, emanando ondas alternadas de “Timão ô ô” e "ô ô ô, Todo Poderoso Timão" que energizavam nossos jubilosos representantes co campo de batalha.
Para não ser injusto ao economizar nos detalhes, passados três quartos do combate o templo presenciou um milagre de nosso guardião do portão, que, sozinho, com uma só mão, parou uma flecha flamejante disparada por um inimigo a menos de um metro de distância e que anteciparia o fim da guerra. O anjo negro, que é protegido por um item mágico a ele confiado – chamam-no de “terço” –, fora avisado de que uma maldição terrível operava no templo naquela noite, ainda assim gritava palavras de incentivo a seus companheiros que, valorosamente, buscavam a reconquista da glória na batalha que estavam a um fio de perderem. Nosso homem pelo flanco destro, que muitos insistem em não reconhecer seu valor, usava suas botas de Mercúrio e nenhum inimigo era capaz de pará-lo. É importante lembrarmos também a sobriedade do companheiro de defesa de nosso capitão que, como seu próprio nome diz, pode ter um futebol esteticamente franciscano, mas de uma eficiência indiscutível. Meu favorito naquela noite, tenho que confessar, era o profeta, Elias. Talvez, por ter surgido como fogo e por proferir palavras que queimavam como uma tocha, a maldição da bola em chamas não o afetava, entretanto, ainda assim era pouco para tamanha desgraça.
Mas como a fortuna nem sempre sorri aos valorosos, quis que o mediador entre os dois exércitos – um infeliz cujo grande sonho era ser um daqueles bravos combatentes, mas que a falta de virtù os impossibilitou de seguir na carreira de soldado – assinalasse o chamado “pênalti”, ou seja, quando um dos soldados impede um inimigo de prosseguir dentro da área de perigo de 18 jardas utilizando-se de expedientes supostamente injustos (como se algo fosse justo numa guerra). A sentença não poderia ser mais covarde: chance de, covardemente, violar o portão inimigo com um golpe de curtíssima distância, 12 jardas, tendo apenas o guardião do portão à sua frente. Deu-se o segundo tento, sem que houvesse algo que nosso herói da longínqua terra setentrional chamada Bahia pudesse impedir, o que tornava mais óbvio que a maldição mais uma vez se repetia, assim como a chuva, que ironicamente voltara, ria de mim e de meu cada vez mais pesado fardo do fiel cuja missão era eternamente abrir mão do louvor para salvar a fé. Incrédulo, faltando um nono do tempo de batalha, não sabia o que fazer. Custava a acreditar que os nobres mosqueteiros mais uma vez fracassariam por minha culpa. Até o virtuoso maestro da guerra, aquele que suspeitavam ser um bruxo, fora substituído no campo de batalha pelo jocoso soldado de uma só perna, e que, reza a lenda, perdeu a melhor delas.
Diz a história que, ao fim das guerras, o grande líder, ao não conseguir mais vislumbrar a vitória, recorre ao suicídio para ao menos preservar a dignidade de seu povo. Em um ato de desespero, pensei que a mim, ainda que não se tratasse do líder da grande nação, cabia ao menos o ato do sacrifício visto que sabia ser eu a gênese da maldição que nos privava da vitória naquela árdua batalha e então, aos oito nonos do período regulamentar, retirei-me do solo sagrado esperando desesperadamente que o feitiço se desfizesse. Ao colocar o pé para fora do sítio sacrossanto, tenho a notícia de que, através da penalidade máxima, nosso exército conseguira violar o portão inimigo pela primeira vez e, minutos depois, o fizera de novo através de um golpe de cabeça daquele que, justamente por sua estatura, é apelidado de "Baixola". Ao fim do período regulamentar as duas tropas reconheceram a condição de igualdade e declararam que a batalha chegara ao estado que costumam chamar de “empate”, quando nenhum dos dois lados mostra-se superior.
Se por um lado saí feliz já que não fomos derrotados, fica evidente que mais uma vez a maldição sobre mim triunfou e que com ela continuarei a andar. Nada mais irônico para o nosso exército, que tem como um dos mais valorosos heróis um soldado cujo nome é o mesmo do grande filósofo, Sócrates, personagem de diálogos cujo fim não raramente era a aporia. O triste fato é que o que inicialmente me motivou a presenciar a batalha pessoalmente foi a promessa de um grande sábio de que a maldição se acabaria simplesmente pelo garbo de nosso exército, que, mesmo amaldiçoado, um dia sairá vencedor no campo de batalha mesmo tendo a mim como testemunha e então, o encanto seria desfeito de uma vez por todas.
A mim, cabe o dilema de decidir a respeito do que fazer. Nossa nação tem agora um soldado a quem são creditados inúmeros milagres, o que lhe valeu a alcunha de “fenômeno” e rumores dão conta de que essa lenda viva estará apta para o combate dentro de dois ciclos completos da lua. Sou fiel, e do fundo de meu coração desejo ver com meus próprios olhos o que esse guerreiro espetacular pode fazer, mas antes tenho dar fim a esta maldição porque se nosso novo virtuoso falhar, sei que a culpa será toda minha e, dessa forma, sei que a fúria de meus companheiros de fé sobre mim toda cairá. O que fazer? Colocar em risco a sorte de nosso escrete nos próximos confrontos em solo sagrado para que a maldição seja desfeita? Ou devo eu me recolher à minha insignificância e negar-me definitivamente o direito de presenciar os milagres do novo guerreiro que às nossas fileiras se juntará? Esta é a sina deste fiel sofredor que já não sabe mais o que fazer.
